Captivity (2007)

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Certo dia, um executivo da Indústria chegou com a genial idéia: “Vamos pegar uma bela atriz, fazer de conta que ela é Paris Hilton e que foi seqüestrada por um maníaco. Ela fará coisas que só Paris Hilton faria nesta situação – ex: ter relações sexuais – e, assim, teremos uma ótima crítica social, além de um belo filme de terror para emos!”.

EU DIGO: 3/10

Que tem de bom?
- Elisha Cuthbert.

Que tem de ruim?
- Todo o resto!

O sub-gênero de terror “pornô-tortura” conquistou Hollywood com a dupla Saw (Jogos Mortais) e Hostel (O Albergue), há alguns anos atrás. Feito sob encomenda para um grupo de fedelhos com camisetas do Slipknot satisfazerem seus desejos mais sórdidos e sanguinários, o que conta aqui é o visual bem trabalhado e a engenhosidade das torturas, mais do que da trama. O resultado são cenas magníficas de horror asqueroso, com quase ou nenhum susto, tampouco construção de suspense.

Enquanto eu acho Saw um lixo (ainda não vi suas continuações) e Hostel um pouquinho bom (mas só um pouquinho…), acho a premissa da “porno-tortura” uma boa sacada. Mas ainda não vi um filme bem executado deste tipo – e, tenho certeza absurdamente absoluta, que não vai ser em Hollywood que eu vou ver um assim (espero que Bruno Mattei ou Lamberto Bava ou algum diretor alemão me dêem essa oportunidade).

Portanto, foi com uma curiosidade despretensiosa que fui conferir essa bomba ao cubo chamada Captivity. O filmeco é distribuído pela After Dark – que, honestamente, ainda não acertou uma mas tem potencial, estrelado por Elisha “Só-faço-asneira” Cuthbert e dirigido por um certo Roland Joffe – que parece ser conhecido, tem no currículo duas indicações de Oscar na década de 1980 de melhor diretor, mas após isso realizou verdadeiras pérolas como o filme dos irmãos Mario, Captivity e – heheheheh – Finding t.A.T.u. (pelo qual abrirei um parentêses para revelar o plot: “duas adolescentes, a americana Janie (Danielle “Quem?” Panabaker) e a russa Lana (Mischa “Ratinho” Barton), apoixanam-se durante um concerto da banda t.A.T.u. e são envolvidas num perigoso mundo de obsessão, abuso de drogas e assassinato). Pelo menos nesse filme tem lésbicas… hehe.

Bem, voltando a Captivity: o filme foi vendido como um “pornotortura” com a gosta da Elisha Cuthbert. Durante meses, fomos presentados com belos pôsteres de Elisha sofrendo o mais variado estilo de torturas. Parecia ter futuro, se desconsiderássemos o fato de Elisha ter estrelado um filme sobre uma atriz pornô em que não existe cena ALGUMA de sexo. Opa! Boa coisa não ia sair daí…

No filmeco, Elisha é Jennifer Tree, uma fútil celebridade que já fez bastante besteira na vida (quais foram elas, fiquei sem saber). A personagem foi inspirada, segundo Joffé, em Paris Hilton. O que me faz perguntar: diabos, se a personagem foi inspirada em Paris Hilton por que não convidar a própria para “estrelar” Captivity? Tenho certeza que teria mais pele aparecendo na tela se assim fosse…

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Elisha, a única coisa BOA do filme. Hehehe.

Um belo dia, após um evento de caridade, a personagem de Elisha é sequestrada, presa num quarto com suas coisas e torturada psicologicamente. Ela tem medo de escuro e de ficar sozinha, e o seu sequestrador sabe disse – através de entrevistas nas revistas (lembre-se: se um dia ficares famoso, não contes seus medos para os repórteres!). Enquanto seu mundo (pretensamente, vamos fazer de conta que o filme atinge seus objetivos) desmorona, Jennifer continua agarrada em seu ursinho de pelúcia, sendo passiva em sua vida e vivendo em sua bolha.

Então, ela encontra com Gary, que está preso no cubículo ao lado, também sequestrado – e, a não ser se você teve morte cerebral ou adiantou o filme para ver a Elisha Cuthbert pelada (e não encontrou hahaha!), você saca de cara quem ele é o que ele faz. Os dois envolvem-se, talvez devido ao isolamento e ao desespero (de novo, pretendendo que o filme tenha atingido seus objetivos) e… e… acabam TREPANDO! Como diria Dylan Dog, Judas Dançarino! Quem diabos tem relações sexuais numa situação dessas!?

Ah. Mas não fiquem excitados. Eles transam, mas você não vai ver mais do que as costas de Gary. É, exato, nem um peitinho de Elisha Cuthbert – e olha que ela troca de roupa no escuro, na frente de Gary. Judas Dançarino novamente! Quem faz uma coisa assim numa situação dessas? Paris Hilton? Pior que eu não duvido…

Enfim. Após isso tem várias reviravoltas na trama (pretensamente, de novo, fingindo que o filme tenha atingido seus objetivos), e a dupla de detetive mais imbecil do mundo consegue encontrar ao acaso a casa do assassino. Eles morrem e Jennifer Tree, até então indefesa, parece ter se livrado de seu medo do escuro e luta desesperadamente pela vida, INCLUSIVE assassinando à queima-roupa seu sequestrador.

Finalmente, pra não dizer que foi 1h34 perdida da minha vida, revelo vinte coisas que aprendi com Captivity:

1) Quando preparar quartos para as vítimas, sempre coloque um vidro entre elas, mas lembre-se de pintar AMBOS os lados.
2) O policial responsável pela investigação pode facilmente decidir que “nós não vamos pegá-lo”, assim selando o destindo da pobre vítima.
3) Você pode criar chuveiros de areia do nada e, quando o teto for aberto pelo salvador não haverá traço algum daonde vinha as toneladas e toneladas de areia.
4) Seu medo mortal do escuro ficará curado magicamente quando tentar escapar pelo sistema de ventilação.
5) É perfeitamente possível abduzir uma celebridade de um clube com 700 pessoas sem ninguém notar.
6) Algumas câmaras de segurança interna não exibem mais do que material CENSURADO durante ato sexual, então cheque antes de comprá-las.
7) Enquanto escapa de um assassino, você pode trancar a porta com uma cama e uma cadeira, ignorando o fato de que a porta abre do lado DE FORA.
8 ) Conte, é claro, que o assassino – e dono da casa – não se lembre disso e DESTRUA a porta para abrí-la.
9) Tudo bem colocar uma cena aleatória no começo do filme, quando ninguém, nem o diretor, tem IDÉIA do que esteja acontecendo.
10) Você pode disparar diversas vezes com uma .12 sem ninguém se aperceber disso.
11) Quando capturada por um maníaco que provavelmente a matará, você pode fazer sexo calmamente
12) Celebridades podem ser seduzidas por um Zé Mané qualquer que elas mal conhecem (tenho chances com a Scarlett :D hehe)
13) Celebridades trocam de roupa sem vergonha alguma na frente de um Zé Mané qualquer (preciso encontrar a Scarlett logo :P )
14) Mesmo presa num quarto escuro por dias, você não fica suja nem com o cabelo despenteado
15) Serial killers deixam albúns de fotos de suas vítimas na estante da sala
16) Serial killers têm um canal na sua TV à cabo que exibe câmeras de segurança de suas vítimas. Diga adeus ao canal auxiliar…
17) Policiais deixam de lado um suspeito para assistir a um jogo na TV
18) Alguém pode sobreviver após ser esfaqueado no peito, mas antes parecerá morto por um (bom) tempo
19) Elisha Cuthbert não fica nua nesse filme – quando “fica”, a câmera perde o foco.
20) Elisha Cuthbert nem ao menos veste uma camiseta molhada nesse filme.

Ou seja, Captivity sucks. Big time. :I


Trailer

CAPTIVITY. EUA, 2007. 94min. After Dark Filmes. De: Roland Joffe. Com: Elisha Cuthbert (Jennifer Tree), Daniel Gillies (Gary Dexter), Pruitt Taylor Vince (Ben Dexter), Michael Harney (Bettiger), Laz Alonso (Detective Di Santos). Roteiro: Larry Cohen e Joseph Tura. Produzido por: Mark Damon. Música de: Marco Beltrami. Direçao de Fotografia: Daniel Pearl. Desenho de Produção: Addis Gadzhiyev. Editado por: Richard Nord. Efeitos Especiais: Chris Bailey e Vladmir Leschinski.

~ por B. Haunted em 2007, Julho 30.

Uma resposta to “Captivity (2007)”

  1. ahuahuhahuah!!!

    Vou assistir!

    : P

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